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The Man Carrying the Trophy Into 2026

The Copa do Mundo trophy arrives at the opening ceremony in the arms of a representative of Argentina, the defending champion, the nation that claimed the golden st

Publicado: June 6, 2026

The Man Carrying the Trophy Into 2026
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# O Homem que Carregou o Troféu para 2026: A Caminhada da Argentina pela Defesa do Título

Quando a Argentina entrar na Copa do Mundo de 2026, terá uma estrela a mais no peito — a terceira. Essa estrela foi o legado da Copa do Catar de 2022. As imagens daquele torneio ainda se repetem na mente de cada argentino: Messi ajoelhado no gramado do Estádio Lusail, os companheiros correndo em sua direção, soterrando-o. Trinta e seis anos de espera se transformaram, naquele instante, no choro convulsivo de um homem de 35 anos.

Mas defender um título nunca é algo romântico. Na história das Copas, nas últimas sete edições, apenas dois campeões conseguiram passar da fase de grupos — o Brasil em 1998 e 2006. Os outros cinco — França em 2002, Itália em 2010, Espanha em 2014, Alemanha em 2018, França em 2022 — caíram na fase de grupos ou nas oitavas de final. Cinco em sete. Isso não é coincidência. É ecologia — depois de vencer, cada time do mundo passa a estudar você. Seu sistema tático é desmontado em PDFs, colocado em cada iPad nos bancos de reservas. Cada hábito dos seus jogadores — não só os hábitos dentro de campo, mas até se ele usa a mão esquerda ou direita para beber água — é registrado. Você não muda. Mas o mundo, ao estudá-lo, muda.

Messi, em 2026, tem 38 anos e uma fita de kinesio no joelho. Ele não é mais aquele Messi de 2022 que corria o campo inteiro e criava milagres em cada bola parada — sua velocidade diminuiu, mas sua visão de jogo não. Agora ele joga em uma posição que exige menos esforço — não é ponta, não é camisa 10, é uma sombra que desliza pelos espaços entre os defensores adversários, usando passes em vez de dribles para rasgar a formação do oponente. Ele é o "telefone" da Argentina — quando o jogo trava, todos olham para a mesma pessoa, que recebe a bola e faz algo que ninguém esperava.

Álvarez não é mais aquele jovem incansável que corria sem parar pelo campo. Ele jogou cerca de 150 partidas a mais do que há quatro anos — o desgaste duplo entre clube e seleção deixou um odômetro invisível em suas pernas. Mas ele continua correndo. Não porque não conhece o cansaço. É porque veste a camisa da Argentina. Otamendi tem 38 anos — 38 anos para um zagueiro central. Um atacante velho pode correr menos, ficar na área esperando a bola. Um zagueiro velho? O atacante adversário desenha um círculo vermelho em volta do seu ano de nascimento e diz: "Hoje à noite, vou te fazer passar muito mal."

Mas a arma secreta da Argentina não está na idade. Está em Scaloni — o técnico mais subestimado do mundo. Em cada jogo eliminatório de 2022, ele fez ajustes táticos: mudou a formação contra a Holanda, alterou a estratégia de pressão contra a Croácia, reconfigurou o meio-campo na prorrogação contra a França. Ele não é daqueles treinadores que escrevem o plano antes do jogo e torcem para dar certo. Ele é alguém que muda o jogo durante o jogo. Seu cabelo passou do preto ao branco total em quatro anos — um homem de 48 anos parece ter 58. Esse é o peso da Copa, gravado nas têmporas de um técnico.

Perguntei a um barman em um bar de Buenos Aires: "Você acha que dá para fazer de novo?" Ele estava secando um copo, sem levantar a cabeça. "Sabe, esperei 36 anos pela última. Não preciso de outra. Mas se eles conseguirem de novo —" Ele colocou o copo na estante, olhando para a TV que repetia a final de 2022, aquele instante em que Messi se ajoelhou no gramado. "— Vou chorar de novo. Todos nós vamos. O país inteiro. Chorar de novo." Ele pegou outro copo e continuou secando. Lá fora, junho em Buenos Aires é inverno, mas o sol brilha forte.

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