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Três Países, Uma Mesa e uma Festa Sem Precedentes

The 2026 Copa do Mundo is the first in history to be hosted by three nations — the United States, Canada, and Mexico — under a unified organizational umbrella. The

Publicado: June 6, 2026

Três Países, Uma Mesa e uma Festa Sem Precedentes
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A Copa do Mundo de 2026 é a primeira na história a ser sediada conjuntamente por três países: Estados Unidos, Canadá e México. Quando a FIFA anunciou essa decisão em 2018, as reações ao redor do mundo se dividiram basicamente em três: os americanos disseram "é claro que somos nós", os canadenses disseram "a gente também vai ajudar", e os mexicanos disseram "o Estádio Azteca já sediou duas finais de Copa, e o que os estádios de vocês já sediaram?".

Uma Copa organizada por três países nunca aconteceu em mais de noventa anos de história do torneio. Não porque ninguém pensou nisso — na verdade, a Copa de 2002 entre Japão e Coreia do Sul já provou que a organização conjunta é viável —, mas porque integrar completamente as políticas de visto, os procedimentos alfandegários, as redes aéreas e as infraestruturas de três países diferentes exige uma carga administrativa que um ser humano normal não consegue compreender.

Entrevistei uma pessoa que trabalhou por quinze anos no comitê organizador da FIFA. Ele me disse uma frase: "Organizar uma Copa conjunta não é três países fazendo uma festa juntos. É cada um dos três países fazendo sua própria festa, e a gente construiu um corredor no meio." Ele se referia àquele corredor — um "Corredor da Copa" que vai da Cidade do México, passa pelo Texas e se estende até Toronto —, a maior rota de eventos esportivos já criada pela humanidade.

Imagine só: você é um torcedor. Você assiste ao jogo de abertura na Cidade do México, voa para Dallas para ver a fase de grupos, depois voa para Vancouver para ver as oitavas de final e, por fim, voa para Nova York para ver a final. No seu passaporte, vão ter carimbos de entrada de três países. No seu celular, vão ter vistos de três países — se o fast-track do Canadá funcionar, se os EUA não barrarem sua solicitação, se o México continuar com isenção de visto para o seu passaporte. Em trinta e nove dias, você atravessa três países, quatro fusos horários, três climas e inúmeras revistas de segurança. Quando você chegar em casa, talvez precise de mais trinta e nove dias para se recuperar.

Mas se você perguntar a qualquer torcedor que viveu essa jornada — eles vão te dizer a mesma coisa: "Valeu a pena." Não por causa dos jogos. É por causa desses três países — três países vizinhos que nunca se sentiram como uma só família — que, durante aqueles trinta e nove dias do verão de 2026, realmente pareceram um único lugar.

Num bar em Vancouver, um canadense me disse: "Sabe, a gente divide uma fronteira com os americanos, mas nunca nos sentimos do mesmo país. A Copa do Mundo nos fez sentir, pela primeira vez — bom, talvez a gente possa ser." Ele deu um gole na cerveja. "Pelo menos por trinta e nove dias."

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